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Haddad se encontra com Gleisi e líderes enquanto Câmara vota decreto do IOF


Uma reunião foi convocada no Palácio do Planalto de forma simultânea à votação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que derruba o decreto do governo federal que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Participam da reunião o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a ministra das relações institucionais, Gleisi Hoffmann e líderes do governo no Congresso Nacional.

O objetivo é traçar as estratégias diante da iminente derrubada do polêmico decreto que aumentou o IOF sobre uma série de operações.

Se aprovado na Câmara, o texto ainda precisa passar pelo Senado Federal para ter validade e, de fato, derrubar o decreto.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tenta mobilizar as principais lideranças da Casa para votar o PDL assim que a Câmara aprovar a medida.

“Se a Câmara votar, o Senado vota [hoje]”, disse Alcolumbre a jornalistas na chegada ao Senado.

Se aprovado pelas duas Casas, o texto segue para promulgação e, ao ser publicado no Diário Oficial da União (DOU), anularia as alterações promovidas pelo governo no IOF.

O principal problema para o governo, nesse cenário, seria a perda de arrecadação. A equipe econômica estima levantar cerca de R$ 10 bilhões com o decreto em 2025. A versão original, publicada em maio e reeditada em junho, previa uma receita de aproximadamente R$ 20 bilhões.

Para compensar a perda em relação ao decreto inicial, o governo editou uma medida provisória (MP) com alternativas que, em 2025, devem gerar cerca de R$ 10 bilhões para os cofres públicos, que também sofrem resistência no Congresso.

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